quinta-feira, 1 de novembro de 2007

11 - A guarda costas

Erica estava conversando com seu amigo Roberto na sala dele.

- Roberto, meu amigo, mudança de planos. Erica disse com uma cara nada contente.

- O que aconteceu Erica? Perguntou Roberto.

- Vou sair do caso.

- O quê? Por quê? Roberto perguntou estupefato.

- Ordem do Secretário. Acredita nisso? Erica disse séria.

- Como assim? Ordem do Secretário.

- A filha da vítima sofreu uma tentativa de homicídio. Quer proteção.

- Mas o que isso tem a ver com sua saída do caso? Roberto perguntou não entendendo nada.

- Ela quer proteção e exige que seja eu. Daí o Secretário gostou da idéia e tcharamm... estou fora do caso.

- Não dá pra acreditar nisso. Roberto disse balançando a cabeça.

- Não mesmo. Vou ser guarda-costas dessa mulher mimada por livre e espontânea pressão. E tem mais, querem que eu acompanhe o caso extra-oficialmente.

- Mas isso não é correto.

- Falei isso para o delegado, mas como a família da vítima e o Secretário são amiguinhos, sobrou pra mim.

- É... manda quem pode e obedece quem tem juízo. Não é assim o ditado?

- É, e já que eu tenho juízo...

- Uau... não queria estar na sua pele amiga. Bom, boa sorte pra você.

- Manteremos contato. Você não vai se livrar de mim tão fácil. Erica disse e riu.

- Eu sei que você me ama. Disse Roberto rindo.

Erica retorna a sua sala e liga para Rodolfo. Já que decidiram por ela, precisava acertar os detalhes. Rodolfo atende o telefone.

- Rodolfo, é a Santoro.

- E aí amiga, resolvido?

- Você me paga, seu cretino. Erica falou brava com ele.

- Calma Erica, eu apenas expus os fatos. A decisão de envolver o Secretário foi somente do delegado. Apenas liguei pra ele para conversar sobre a possibilidade de você sair. Só isso.

- Sei. Sabe o que mais me irrita nesta história toda?

- Não. O quê? Perguntou Rodolfo curioso.

- Decidirem por mim. Não gosto das coisas feitas desta forma. Sinto-me uma marionete. Falou Erica totalmente resignada.

- Desculpe, não imaginei que fosse ter essa proporção. Não era minha intenção.

- Tudo bem. Não posso fazer nada por ora.

- Erica, agora precisamos acertar o esquema de proteção. Você pode vir ainda hoje?

- Posso. Já passei o caso ao Roberto. E minha licença já foi assinada. Então, estou livre.

- Ok. Estou te aguardando então.

Erica vai à empresa de segurança e conversa com Rodolfo sobre os detalhes de como será a proteção prestada à Srta Deborah. Definido o esquema, Erica resolve comprar algumas roupas para usar no caso. Sempre gostou de se vestir totalmente com roupas pretas e não seria diferente desta vez. Se apresentaria na manhã do dia seguinte à contratante do serviço.

Já em casa, Erica treina seu karatê, é o que consegue acalmá-la, pois está irritada como as coisas foram resolvidas. Tinha raiva de quem se prevalecia do cargo, posição ou dinheiro para conseguir algo em benefício próprio. Tomou um banho e foi dormir. Lembrou-se de Deby, mas ficou triste porque agora não teria tempo para vê-la de novo enquanto estivesse envolvida neste trabalho. Lamentou, pois sentia algo forte por esta mulher. E gostaria de vê-la novamente, mas não tinha mais tempo.

Na manhã seguinte, o grupo de agentes, juntamente com Rodolfo, segue em direção à mansão da contratante do serviço. Chegam à mansão, que é imponente e são recebidos pela governanta. São levados a um escritório imenso com uma biblioteca e ficam aguardando a Srta Deborah atendê-los.

Alguns minutos depois a Srta Deborah entra no escritório. Erica sente o corpo gelar ao perceber que a Srta Deborah e a sua querida Deby são a mesma pessoa.

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