sábado, 3 de novembro de 2007

13 - Aceitando os fatos

Deborah senta-se em sua mesa e não acredita no que aconteceu. Uma lágrima rola pelo seu rosto. Ficara surpresa e ao mesmo tempo tão feliz ao saber que Erica seria sua guarda-costas, mas ela tratara-lhe tão friamente. Magoou-se com a atitude de Erica. Não esperava ser tratada assim. Erica fora tão gentil e atenciosa antes, mostrou ser um amor de pessoa. Tinham se tornado amigas. Gostava muito dela, disso não tinha dúvidas. Por mais que lhe doesse, tentaria agir friamente com ela. Entendia perfeitamente a situação dela quanto a não se distrair no trabalho. Não queria atrapalhar. Se era assim que ela queria, assim agiria. Não seria fácil, mas a ignoraria, por mais que seu corpo reagisse à constante presença dela.

Erica está parada ao lado da porta observando atentamente o movimento. Estão na ala da diretoria. Estava chateada com a situação. Tinha um carinho especial por Deby e jamais poderia imaginar que ela fosse a milionária Deborah Sant’Anna de Macedo que tanto detestara pela exigência dos seus serviços. No curto espaço de tempo que pode estar com ela, percebeu que Deby era uma pessoa simples e não metida e mimada como achou que seria a imaginada Srta. Deborah. Droga! Tudo poderia ser diferente. Poderia estar no seu trabalho e continuar curtindo sua amizade com Deby. Droga, por que isso foi acontecer. Estava tudo tão perfeito. Mas por outro lado, estava contente por estar protegendo-a efetivamente. Lembrou-se do episódio da agressão e sentiu um arrepio de medo gelar seu corpo ao imaginar que se não tivesse aparecido a tempo o pior poderia ter acontecido. Estivera cara a cara com o assassino. Ele estava disfarçado, por isso não o reconhecera. E uma pergunta não deixava sua mente em paz: Quem é o mandante?

O irmão dela veio em direção à sala de Deborah, falou com a secretária dizendo que ia entrar. Olhou Erica de cima abaixo e parece não ter gostado do que viu, e entrou na sala.

- Deborah, tudo bem contigo? Disse e foi até a irmã de deu-lhe um beijo no rosto.

- Oi, Afonso, tudo bem sim.

- Quem é aquela figura toda de preto plantada ao lado da porta? Não é a investigadora? Perguntou Afonso.

- É sim, mas agora ela está como minha guarda-costas.

- Guarda-costas??

- Sim, senti necessidade de ter maior proteção. Fiquei com medo do que me aconteceu.

- Poxa, nem me falou nada.

- Afonso! Desde quando preciso falar contigo para tomar decisões sobre minha vida particular. Falou rindo.

- É, tem razão, exagero meu.

- Cadê o Eduardo? Não o vejo há dias. Ele nunca está em casa. Deborah perguntou.

- Faz três dias que não via ele, e só o vi hoje de manhã.

- O quê? E onde estava esse rapaz? Deborah perguntou preocupada.

- Não sei por onde ele andou Deborah. A Margareth está sem saber o que fazer com ele.

- Vou conversar com ele hoje à noite. Não sairei.

- Acho que seria bom, ele sempre te escutou. Deborah... temo que ele esteja envolvido com drogas.

- Meu Deus!! Deborah falou estarrecida.

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