quarta-feira, 7 de novembro de 2007

18 - Novos rumos na investigação

Estão no carro indo em direção à mansão, Deborah está em prantos e Erica delicadamente a abraça, trazendo-a para perto de si. Afaga seus cabelos tentando acalmá-la. Débora, aos poucos, consegue conter o pranto, mas continua abraçada à Erica e pensa em como ela se tornou seu porto seguro, sua proteção. Não pode mais viver sem ter esta bela mulher ao seu lado. Lembra do irmão, está aterrorizada com o acontecido. Quem queria matá-los? Por quê? Perguntava-se constantemente. Seria vingança contra a sua família? Mas quem poderia ser? Primeiro matam seu pai, depois tentam matá-la também e agora seu irmão. Por quê? Por quê? É a pergunta constante em sua mente.

Erica está com a cabeça a mil por hora, sua mente investigativa está ávida por detalhes do ocorrido. Precisava falar urgentemente com Roberto. A tentativa de homicídio ao irmão de Deborah mudava totalmente os rumos da investigação, pois antes era o possível suspeito. Agora tudo mudou. Tudo.

Chegam à mansão e Deborah vai direto falar com seu irmão, que está deitado em seu quarto. Afonso tinha tomado remédios para acalmar-se. Deborah, ao vê-lo, não consegue conter as lágrimas e enxuga-as com a mão. Quase perdeu seu irmão. Essa possibilidade quase a enlouquecia. Amava-o muito.

- Afonso?

- Deborah.

- Meu irmão, o que aconteceu?

- Foi horrível, achei que fosse morrer. Tiros. Vidro estilhaçando. Tive um pavor imenso. Dois tiros me acertaram de raspão, um no braço e outro no ombro. Afonso fala quase chorando.

- Como você está?

- Estou bem agora. Estou medicado e me deram calmante. Nunca tive tanto medo.

- Ainda bem que você está aqui agora. Deborah dá-lhe um sorriso terno.

- Sim, posso dizer que o pior já passou.

- Já foi à delegacia?

- Sim, fui. Contei o que aconteceu e retiveram o carro para fazer a tal perícia.

- Afonso, acho que a partir de agora você deveria andar com seguranças como eu faço.

- Nem pensar. Disse categórico

- Mas você está correndo perigo assim como eu. Tenta argumentar Deborah.

- Não me agrada a idéia.

- Nem a mim. Mas é necessário. Promete que vai pensar?

- Tá. Penso sim.

Deborah dá um beijo no rosto do irmão e se retira do quarto. Vai em direção ao seu quarto. Está se sentindo muito abalada.

Enquanto Deborah falava com seu irmão, Erica ligou para falar com Roberto.

- Roberto, sou eu Erica.

- Oi, minha linda... tô com saudades de ti.

- O caso deu uma reviravolta. Erica foi direto ao assunto.

- Como assim? Roberto perguntou espantado.

- Ainda não soube? Da tentativa de homicídio do Sr. Afonso, irmão de Deborah.

- O quê? Quando aconteceu isso?

- Acho que tem umas três ou quatro horas.

- Ainda não fui comunicado, mas devo receber este novo caso até amanhã. Mais um pra coleção. Riu da própria piada.

- Pois é, isso muda o rumo da investigação. Ele sai de provável suspeito.

- É verdade. Quem teria interesse na morte do pai e dos dois filhos?

- Boa pergunta. Erica sorriu. – É essa a resposta que eu quero.

- Meu deus, vou ter que re-estudar o caso todo.

- Mãos à obra. Acho que você deveria colher novos depoimentos da mulher do Afonso e de seu filho. Seriam beneficiários diretos com a morte dele.

- É, vou intimá-los para isso.

- Mantenha-me informada. Tchau.

- Certo, Madame. Tchau.

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