quinta-feira, 15 de novembro de 2007

25 - Não... Ele não!

Enquanto isso na mansão, Débora está sentada num sofá na sala folheando uma revista, sem prestar atenção em nada. Está sentindo falta de Erica. Todo este tempo, desde que contratou o serviço de segurança pessoal, estiveram juntas, sem se separar. Vê Afonso se aproximar e apontar-lhe uma arma, uma pistola automática. Deby se levanta por reflexo. Deixa a revista cair no chão. Está petrificada.

- Se gritar te mato, sua vadia. Afonso fala se aproximando dela.

- Af.. Afonso... pra... pra que isso? Pergunta totalmente assustada.

- Pra quê? Pra quê? Pra te tirar do meu caminho. Desde que você nasceu, você atrapalha a minha vida. Eu tinha treze anos e era o reizinho da casa. A atenção do papai e da mamãe eram toda minha, depois você apareceu e virou a princesinha. E eu, hein? Eu fui jogado pra escanteio. Tudo era pra você. Tudo! Afonso falou demonstrando todo o ódio que sentia da irmã.

- Não, Afonso...

- CALA A BOCA, VADIA. EU TE ODEIO.

Deborah começa a chorar, não acreditando no que está acontecendo. Meu irmão quer me matar! Pensa aterrorizada.

- Você mandou matar papai! Constata Deborah.

- Sim, tirei aquele velho do caminho, pois sempre dei meu sangue pelas empresas e nunca fui reconhecido e depois fiquei sabendo que ele queria que você o sucedesse nos negócios. E eu, hein? Mais uma vez seria jogado pra escanteio. Seria ignorado. Chega! Cansei de vocês.

Nisso entram os dois seguranças com as armas em punho e aponta para Afonso que, num golpe rápido, agarra Deborah e coloca a arma na sua cabeça.

- Larguem as armas no chão ou eu mato ela. Ordena Afonso totalmente alterado.

Os dois agentes jogam as armas no chão e levantam os braços.

- Meu irmão, não faça isso. Suplica Deborah.

- Hahahaha... é o que eu mais quero fazer, já que aquele incompetente não conseguiu, eu faço!

Erica entra porta adentro com a arma em punho, mas Afonso é mais rápido e dá quatro tiros em Erica, que cai no chão desfalecida. Deborah consegue se desvincular dele e se afasta gritando. Um dos agentes saca a outra arma que traz consigo e atira em Afonso. Tiro certeiro, bem no coração. Afonso cai morto.

Deborah vê Erica no chão e tem sangue nela. Se desespera e corre até ela. Grita desesperada por seu amor. Se agacha ao lado dela, chamando-a. Erica abre os olhos, sua face está contraída, sentindo muita dor.

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