Enquanto isso na mansão, Débora está sentada num sofá na sala folheando uma revista, sem prestar atenção em nada. Está sentindo falta de Erica. Todo este tempo, desde que contratou o serviço de segurança pessoal, estiveram juntas, sem se separar. Vê Afonso se aproximar e apontar-lhe uma arma, uma pistola automática. Deby se levanta por reflexo. Deixa a revista cair no chão. Está petrificada.
- Se gritar te mato, sua vadia. Afonso fala se aproximando dela.
- Af.. Afonso... pra... pra que isso? Pergunta totalmente assustada.
- Pra quê? Pra quê? Pra te tirar do meu caminho. Desde que você nasceu, você atrapalha a minha vida. Eu tinha treze anos e era o reizinho da casa. A atenção do papai e da mamãe eram toda minha, depois você apareceu e virou a princesinha. E eu, hein? Eu fui jogado pra escanteio. Tudo era pra você. Tudo! Afonso falou demonstrando todo o ódio que sentia da irmã.
- Não, Afonso...
- CALA A BOCA, VADIA. EU TE ODEIO.
Deborah começa a chorar, não acreditando no que está acontecendo. Meu irmão quer me matar! Pensa aterrorizada.
- Você mandou matar papai! Constata Deborah.
- Sim, tirei aquele velho do caminho, pois sempre dei meu sangue pelas empresas e nunca fui reconhecido e depois fiquei sabendo que ele queria que você o sucedesse nos negócios. E eu, hein? Mais uma vez seria jogado pra escanteio. Seria ignorado. Chega! Cansei de vocês.
Nisso entram os dois seguranças com as armas em punho e aponta para Afonso que, num golpe rápido, agarra Deborah e coloca a arma na sua cabeça.
- Larguem as armas no chão ou eu mato ela. Ordena Afonso totalmente alterado.
Os dois agentes jogam as armas no chão e levantam os braços.
- Meu irmão, não faça isso. Suplica Deborah.
- Hahahaha... é o que eu mais quero fazer, já que aquele incompetente não conseguiu, eu faço!
Erica entra porta adentro com a arma em punho, mas Afonso é mais rápido e dá quatro tiros em Erica, que cai no chão desfalecida. Deborah consegue se desvincular dele e se afasta gritando. Um dos agentes saca a outra arma que traz consigo e atira em Afonso. Tiro certeiro, bem no coração. Afonso cai morto.
Deborah vê Erica no chão e tem sangue nela. Se desespera e corre até ela. Grita desesperada por seu amor. Se agacha ao lado dela, chamando-a. Erica abre os olhos, sua face está contraída, sentindo muita dor.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário