quarta-feira, 14 de novembro de 2007

24 - Descoberta estarrecedora

No dia seguinte, Erica, após tomar seu café da manhã, recebe a ligação de Roberto.

- Erica, preciso que venha aqui urgente.

- Nossa, Roberto. O que foi?

- A perícia chegou, quero que você veja isso. Preciso de uma opinião técnica sua.

- Certo.

- E tem mais, o assassino vai ser interrogado agora, quero que você esteja aqui pra ver.

- Perfeito. Deixe eu acertar umas coisas aqui e estou indo aí.

- Ok.

Erica vai até Deborah, que ainda está na cama, não quis se levantar. Erica se aproxima dela e deposita um beijos nos lábios. Dá um sorriso e diz:

- Deby, preciso ir até a delegacia. Você não pode sair da mansão, por favor. Você não estará protegida sem mim.

- Não me deixe. Diz quase chorando e abraça o pescoço de Erica. – Estou com medo.

- Eu sei, meu anjo. É coisa rápida, em uma ou no máximo duas horas estarei de volta.

- Promete? Pergunta chorosa.

- Prometo. Erica fita a mulher de olhos azuis que tomou posse do seu coração, da sua vida, e declara: - Eu te amo, meu anjo.

Deby a abraça forte e diz: - Eu também te amo tanto, não me deixe.

- Jamais te deixarei. É uma saída rápida. Logo mais estou de volta. Levante e tome o café da manhã, você se sentirá melhor.

- Tá, vou tomar um banho e desço. Não demora, tá! Diz com um sorriso lindo.

- Não, não demoro.

Se beijam apaixonadamente e Erica vai para a delegacia. Antes de sair da mansão vê que Afonso está tomando o café da manhã.

Erica está na sala de Roberto e estão analisando o resultado da perícia do carro do irmão de Deborah.

- O que você acha? Roberto pergunta. – Você está pensando o mesmo que eu?

- Uh-hum. Muito estranho. Acho melhor colher um novo depoimento. Erica sugere.

- É, vou fazer isto.

- E como está o interrogatório? Erica pergunta.

- Tá correndo. O delegado quis ele mesmo interrogar.

- Humm.. Interesse do Secretário também? Erica diz e ri.

- Acho que sim. Roberto também ri. – Vamos pra lá assistir.

- Sim, vamos.

Os dois seguem para uma sala anexa a sala do interrogatório e observam por um vidro, que é espelhado pelo lado de dentro da sala de interrogatório e que não podem ser vistos. Ficam assistindo até que o assassino, depois de muitas perguntas, confessa quem é o mandante. Erica sente uma punhalada no peito. Meu Deus, deixei Deby sozinha. Pensa em agonia e sai correndo em disparada, pega o carro e segue dirigindo feito louca até a mansão. Liga para seus dois colegas que estão lá e os avisa. Precisa chegar logo.

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