sexta-feira, 16 de novembro de 2007

27 - Recuperação

Entram no quarto e Erica está deitada, de olhos fechados. Deborah se aproxima dela e passa carinhosamente a mão pelo seu rosto e diz:

- Erica, meu amor...

Roberto ao ouvir isto, arregala os olhos, pois não imaginava, mas não deixa de sorrir ao ver que a amiga não perdeu tempo.

Deborah a chama novamente. Então Erica abre lentamente os olhos e fita seu grande amor. Dá um leve sorriso. Tenta falar mas a voz não sai. Deborah coloca um dedo em sua boca e pede para ela ficar quietinha. Dá-lhe um sorriso lindo e Erica pensa em como é feliz em ter esta linda mulher ao se lado. E fica aliviada ao ver que está tudo bem com sua Deby.

Roberto chega perto e dá um beijo em Erica. Vai dizendo que vaso ruim não quebra. Todos riem. Fica mais um pouco e vai embora. Deborah fica no hospital e não arreda o pé nem um milímetro, fica ao lado de sua amada o tempo todo. Só saiu quando precisou ir ao enterro de seu irmão. Fora muito triste este momento. Lamentou tudo o que aconteceu, mas nada podia fazer. Restava-lhe seguir sua vida ao lado de sua amada.

Erica fica internada por dois dias. Recebe alta no início da manhã e vão para a mansão. Está de muletas, pois não consegue firmar a perna totalmente no chão, ainda dói. Foi ferida no braço direito e na perna esquerda. Sobe as escadas com certa dificuldade e vai para o quarto de sua amada. Tira suas roupas, coloca uma camiseta e se deita, pois está muito cansada e dorme logo em seguida.

Erica é acordada para o almoço, recebe a refeição na cama mesmo. Come tudinho, pois está com uma fome de leão. Deborah almoça com ela também. Deborah se deita ao lado de Erica. Deborah está encucada com uma coisa e pergunta a Erica.

- Erica, me mate uma curiosidade.

- Sim, meu anjo. O que é?

- Se meu irmão foi o mandante dos crimes, por que ele foi atacado também?

- Na realidade ele simulou um ataque.

- Simulou!?

- Sim, o tal bandido estacionou a moto ao lado do carro de seu irmão no semáforo e disparou os tiros, mas foi feito para não matá-lo, o bandido teria que ser muito ruim para não matá-lo naquela distância mínima.

- Caraca...

- Isso foi constatado na perícia. Tivemos a prova de que o local onde os tiros acertaram não iriam acertá-lo nunca.

- Mas por que ele fez isso?

- Para que a polícia o tirasse de principal suspeito, o que de fato aconteceu. Mas só até chegar o resultado da perícia.

- Meu deus, estou estarrecida!

- Imagino. Ele queria que tudo acontecesse como se fossem acidentes, a morte de seu pai, a tentativa de te matar. Mas ele não contava com a perícia da polícia e nem com sua decisão de contratar guarda-costas. E quando pegamos o bandido, ele viu que não tinha mais saída... daí me viu saindo e viu que aquela era a oportunidade de te matar.

- Meu amor, ainda bem que você apareceu na minha vida na hora certa. Deborah falou e deu um beijo em Erica.

- Sim, foi muita sorte. Erica pega a mão de Deby e ficam se olhando.

Ambas tem a certeza de que se amam e nada mais vai separá-las. Ficam lado a lado e Erica dorme novamente.

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