O dia amanhece frio, mas dentro da mansão está quentinho em virtude da calefação. E os corpos quentes e abraçados das duas mulheres repousam tranquilamente após uma noite intensa de amor, de exploração mútua.
Erica abre os olhos e vê a hora. Oito horas. Deby está atrasada para ir ao seu trabalho e os outros dois agentes devem estar estranhando que ainda não aparecera pra tomar o café da manhã. Deposita um cálido beijo na testa de Deby e a acorda.
- Deby... Deby... Acorda, meu anjo.
- Hããnn...
- Acorda, estamos atrasadas para você ir trabalhar.
- Estamos nada. Disse se aconchegando mais ainda ao corpo de Erica. – Posso chegar a hora que eu quiser.
- Você sim, mas eu não. Meus colegas devem estar estranhando eu ainda não ter aparecido. Disse e soltou um gemido, Deby percorre seu corpo com as mãos.
- Você dá uma desculpa depois, diz que eu te chamei... qualquer coisa... E beija novamente a boca de Erica que sente o corpo responder instantaneamente.
Recomeçam a dança sensual dos corpos, que ainda estão sedentos de amor. Naquele quartinho, a luz do sol que entra pela janela é a única testemunha do que ocorre ali.
Quase duas horas depois, Deborah foi ao seu quarto, tomou um banho, se vestiu e desceu para tomar o desjejum. Estava com um sorriso de orelha a orelha. Seus olhos brilhavam intensamente. Duas safiras brilhantes. Erica também tomou seu banho, tomou seu café e estava pronta, aguardando o comando de Deborah para saírem. Seus colegas nada perguntaram, ainda bem. Não que devesse satisfações. Pensou Erica.
Dentro do carro, no caminho do trabalho, Deborah pega discretamente a mão de Erica e olha apaixonadamente para ela. Erica lhe sorri. Em seguida volta a sua atenção ao redor. O telefone de Deborah toca e ela atende.
- Alô.
- Alô. Srta Deborah, desculpe te ligar, mas preciso avisar que hoje você tem aquele almoço com o representante da empresa Magnus.
- Obrigada, Ana Lúcia. Deixe os relatórios para eu dar uma analisada na minha mesa. Já estou chegando aí.
- Providenciarei.
- Ok. Tchau. E desliga. Aperta a mão de Erica que também segura mais forte. Descobriu que amava esta mulher, como nunca amou ninguém.
Comportaram-se como se nada tivesse acontecido. Erica ficou na porta da sala de Deborah, do lado de fora. Caso ela quisesse que entrasse, bastava acionar o dispositivo que avisaria Erica para ir até ela.
Durante todo o almoço Erica, que escolheu uma mesa mais protegida, esteve estrategicamente posicionada atrás de Deborah. E parecia um estátua, mas observava atentamente tudo e todos. Não perdia um único detalhe. Seus outros dois colegas ficaram na entrada do restaurante.
De vez em quando Erica olhava para Deborah e lembrava-se da intensidade com que se amaram. Sentia arrepios de prazer pelo corpo todo. E toda vez que fazia isso se repreendia, pois precisava estar totalmente atenta. Tentou resistir à investida de Deby, mas não conseguiu. Teria que administrar isso agora. E não seria nada fácil, pois ver a mulher desejada e amada andando a sua frente, rebolando e vendo sua nuca exposta era tarefa torturante.
Retornaram à empresa e receberam a notícia estarrecedora de que Afonso sofrera uma tentativa de homicídio. Estava no carro, parado no semáforo, quando parou uma moto e deu três tiros. Graças a Deus, nenhum tiro o acertara gravemente, mas dois tiros o acertara de raspão. Tivera muita sorte. O bandido acelerou a moto e sumiu. Afonso estava muito assustado e tremendo de medo, fora levado para o hospital, mas fora medicado e já estava em casa. Deborah assustada com o ocorrido, saiu da empresa e foi direto para casa ver o irmão.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
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