sábado, 3 de novembro de 2007

14 - O sobrinho Eduardo

Deborah retornou a sua casa após mais um dia de trabalho. Estava no carro e olhava de soslaio para Erica. Como queria dar um abraço nela. Queria conversar com ela como antes. Mas prometera a si mesmo respeitar o que ela queria. Não iria atrapalhar, mas essa situação inusitada não lhe agradava nem um pouco.

Entrou em casa e parou no hall de entrada. Erica estava atrás dela. Deborah olhou nos olhos dela e viu que estavam tristes. Ela não era indiferente à situação. De repente se animou, tivera uma idéia, mas mais tarde a faria, pois antes precisava falar com Eduardo. Perguntou a Erica:

- Aqui dentro de casa você vai ficar atrás de mim?

- Tanto dentro de sua casa como dentro de sua empresa, só ficarei ao seu lado se você quiser, se você sentir necessidade. Eu devo respeitar a sua privacidade.

- Não, acho que não precisa. Não sairei mais hoje. Pode descansar, acho que você está cansada. Deborah falou encarando Erica.

- Com licença, Srta Deborah. E saiu em direção ao quarto que estava hospedada.

Deborah ficou olhando Erica se retirar. Ela tinha um porte altivo, um andar seguro. Ela estava linda. Um sorriso brotou em seus lábios. Queria aquela mulher, percebeu que a desejava. Iria trazer a sua Erica de volta. Custe o que custar. Pensou. E começaria ainda hoje. Foi ao seu quarto, tomou um banho e no horário desceu para jantar. Ficou feliz ao ver seu sobrinho em casa. Teria a conversa com ele ainda hoje.

Terminado o jantar, Deborah falou para Eduardo ir à biblioteca com ela, pois queria conversar com ele.

- Eduardo, eu gostaria de ter uma conversa séria com você.

- Olha tia, não gosto desse papo de conversa séria não. Disse Eduardo desconfiado.

- Estamos preocupados com você, só isso.

- Eu tô bem, sem grilo.

- Seu pai me falou que você não apareceu aqui em casa por três dias seguidos. Deborah comentou.

- Tava numa parada aí, com uns amigos. Tava numa boa.

- Numa parada? Com amigos? Que parada é essa Eduardo? Quis saber Deborah.

- Nós fomos pra praia curtir a vida, só isso tia e resolvemos ficar por lá.

- Eduardo você não pode sumir assim, tem que nos avisar. Estamos preocupados com o que está acontecendo com a nossa família. Primeiro seu avô, e agora quase fui eu. Não nos dê susto sumindo assim.

- Desculpe, tia.

- Vem cá, e me dá um abraço, menino.

Eduardo foi até ela e a abraçou.

- Eduardo, me preocupo muito com você. Falou ainda abraçada a ele.

- Sem neura, eu tô legal.

- Você está envolvido com drogas? Deborah perguntou sem rodeios.

- Que é isso tia, tô limpo. Eduardo respondeu meio bravo.

- Mesmo? Insistiu Deborah.

- Sim.

- Por favor, fique longe disso. Isso é furada, tá.

- Tá.

Terminado o papo com Eduardo, Deborah resolveu colocar sua idéia em prática. Não conseguiria dormir sem fazer isso. Seguiu em direção ao quarto em que Erica estava. Iria falar com ela. Precisava falar com ela.

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