Deborah estava se sentindo muito insegura em sair sozinha nas ruas. Ficou com muito medo do que lhe acontecera. Não tinha coragem de dirigir o carro sozinha. Para onde ia, o motorista a levava. Mas não se sentia segura. Resolveu conversar com seu advogado, Dr. Caetano, sobre o que fazer.
- Dr. Caetano, quero um conselho seu.
- Pois não, Srta. Deborah.
- Quando me aconteceu a agressão, o bandido falou-me claramente que alguém tinha comprado a minha passagem só de ida para o céu. Estou preocupadíssima com isso. Creio que não foi por acaso o que me aconteceu e acho que alguém me mandou matar.
- Mas isso é muito preocupante...
- Sim, é. Eu tenho medo de sair sozinha. Acho que quem assassinou meu pai está querendo me matar também.
- Você contou isso à polícia? Pergunta o advogado preocupado.
- Sim, contei. Dei todos os detalhes. Foi horrível relembrar de tudo.
- Compreendo. Srta Deborah, acredito que você precise de proteção extra. Sugeriu o advogado.
- Proteção extra? Nem tinha pensado nisso.
- Sim, guarda-costas.
- Vou ter que ficar com aqueles brutamontes atrás de mim. A idéia não me agrada.
- Sim, mas se você está ameaçada de morte, é necessário se proteger. E você pode pedir que quem ficar mais próximo de você seja mulher. Sugeriu o advogado.
- Humm.. ótima idéia. Você sabe como contratá-los? Perguntou Deborah interessada.
- Sim. Providenciarei isso.
- Ótimo.
Dr. Caetano ligou para uma empresa especializada em segurança pessoal e conversou com o responsável, Sr. Rodolfo. Este disse que gostaria de conversar pessoalmente com a Srta Deborah, para acertarem detalhes do serviço.
O Sr. Rodolfo foi ao encontro de Deborah. Ela está na empresa e o atende em sua sala. Estavam conversando.
- Então a senhorita foi ameaçada de morte?
- Não diretamente. Mas era para estar morta agora. Deborah sentiu um arrepio de medo percorrer seu corpo. – Minha sorte foi alguém ter aparecido e me salvado. Acredito que quem mandou matar papai, queira me matar também.
- Realmente sua vida está em risco e torna-se necessário protegê-la. Temos vários esquemas de trabalho. Disse Rodolfo.
- Qual seria melhor para mim? Deborah pergunta curiosa.
- Acredito que cinco agentes cobririam a sua proteção satisfatoriamente.
- Hummm... cinco? Ótimo, mas quero que o agente que ficar bem próximo a mim seja uma mulher. E quero a melhor e pago o que for preciso para isto.
- Entendo. Estamos sem agente feminino disponível no momento, e a melhor guarda-costas que eu conheci até hoje, infelizmente não está mais conosco. Sinto lhe dizer.
- Ela morreu?? Perguntou Deborah preocupada.
- Não, está viva. É a agente Santoro. Posso conversar com ela para saber se tem interesse nesse caso.
- Isso é possível? Quero dizer, dela aceitar o trabalho.
- Vou tentar persuadi-la.
- Pago o dobro do contrato para tê-la como minha guarda-costas. Disse Deborah interessada nos serviços da agente Santoro.
- Farei o impossível para isto Srta Deborah. Rodolfo disse sorrindo.
- Então estamos conversados.
Se despediram e o Sr. Rodolfo tratou de resolver isto logo. O caso era urgente.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
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