terça-feira, 30 de outubro de 2007

9 - A decisão

Deborah estava se sentindo muito insegura em sair sozinha nas ruas. Ficou com muito medo do que lhe acontecera. Não tinha coragem de dirigir o carro sozinha. Para onde ia, o motorista a levava. Mas não se sentia segura. Resolveu conversar com seu advogado, Dr. Caetano, sobre o que fazer.

- Dr. Caetano, quero um conselho seu.

- Pois não, Srta. Deborah.

- Quando me aconteceu a agressão, o bandido falou-me claramente que alguém tinha comprado a minha passagem só de ida para o céu. Estou preocupadíssima com isso. Creio que não foi por acaso o que me aconteceu e acho que alguém me mandou matar.

- Mas isso é muito preocupante...

- Sim, é. Eu tenho medo de sair sozinha. Acho que quem assassinou meu pai está querendo me matar também.

- Você contou isso à polícia? Pergunta o advogado preocupado.

- Sim, contei. Dei todos os detalhes. Foi horrível relembrar de tudo.

- Compreendo. Srta Deborah, acredito que você precise de proteção extra. Sugeriu o advogado.

- Proteção extra? Nem tinha pensado nisso.

- Sim, guarda-costas.

- Vou ter que ficar com aqueles brutamontes atrás de mim. A idéia não me agrada.

- Sim, mas se você está ameaçada de morte, é necessário se proteger. E você pode pedir que quem ficar mais próximo de você seja mulher. Sugeriu o advogado.

- Humm.. ótima idéia. Você sabe como contratá-los? Perguntou Deborah interessada.

- Sim. Providenciarei isso.

- Ótimo.

Dr. Caetano ligou para uma empresa especializada em segurança pessoal e conversou com o responsável, Sr. Rodolfo. Este disse que gostaria de conversar pessoalmente com a Srta Deborah, para acertarem detalhes do serviço.

O Sr. Rodolfo foi ao encontro de Deborah. Ela está na empresa e o atende em sua sala. Estavam conversando.

- Então a senhorita foi ameaçada de morte?

- Não diretamente. Mas era para estar morta agora. Deborah sentiu um arrepio de medo percorrer seu corpo. – Minha sorte foi alguém ter aparecido e me salvado. Acredito que quem mandou matar papai, queira me matar também.

- Realmente sua vida está em risco e torna-se necessário protegê-la. Temos vários esquemas de trabalho. Disse Rodolfo.

- Qual seria melhor para mim? Deborah pergunta curiosa.

- Acredito que cinco agentes cobririam a sua proteção satisfatoriamente.

- Hummm... cinco? Ótimo, mas quero que o agente que ficar bem próximo a mim seja uma mulher. E quero a melhor e pago o que for preciso para isto.

- Entendo. Estamos sem agente feminino disponível no momento, e a melhor guarda-costas que eu conheci até hoje, infelizmente não está mais conosco. Sinto lhe dizer.

- Ela morreu?? Perguntou Deborah preocupada.

- Não, está viva. É a agente Santoro. Posso conversar com ela para saber se tem interesse nesse caso.

- Isso é possível? Quero dizer, dela aceitar o trabalho.

- Vou tentar persuadi-la.

- Pago o dobro do contrato para tê-la como minha guarda-costas. Disse Deborah interessada nos serviços da agente Santoro.

- Farei o impossível para isto Srta Deborah. Rodolfo disse sorrindo.

- Então estamos conversados.

Se despediram e o Sr. Rodolfo tratou de resolver isto logo. O caso era urgente.

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