domingo, 28 de outubro de 2007

7 - Envolvimento

Na manhã seguinte, Erica resolveu ir ao hospital ver Deborah antes de ir trabalhar. Precisava vê-la. Chegou ao hospital e foi ao seu quarto. Ela estava acordada. Deborah deu um sorriso lindo ao ver Erica. Infelizmente seu rosto já estava começando a arroxear, mas isso não tirava em nada sua beleza. Seus olhos azuis seqüestravam Erica e levavam-na ao céu. Paraíso. Aproximou-se dela e deu um beijo suave em seu rosto e disse:

- Bom dia, Deby. Está se sentindo melhor?

- Bom dia, Erica. Estava agorinha me perguntando se eu a veria novamente. Disse sorrindo.

- Então já descobriu a resposta. Erica estava com um sorriso permanente no rosto.

- Sim e estou bem melhor, sinto dores horríveis pelo corpo, mas vou ficar boa. Ainda bem que não quebrei nada.

- Sim, ainda bem que eu estava por perto. Lugar certo na hora certa.

- Ele disse que ia me matar. Déborah disse e Erica viu medo em seu olhar.

- Te matar?

- Sim, disse-me isso claramente. Disse e continuava com medo no olhar.

- Esse pesadelo passou. Erica disse e se aproxima dela e dá um abraço. Sentia necessidade de tê-la em seus braços. Deborah correspondeu ao abraço. Ficaram uns bons segundos abraçadas. Erica interrompe o abraço.

- O médico me disse que você deve sair amanhã.

- Que bom, detesto hospitais. Disse e deu um sorriso.

- Temos que avisar sua família.

- Já avisei meu irmão. Ele virá aqui mais tarde.

- Que bom. Eu voltei ontem ao estacionamento para pegar sua bolsa com seus documentos, mas alguém a pegou antes.

- Meu deus, e agora? Deborah perguntou perplexa.

- Bom, saindo daqui você deve comunicar à polícia a ocorrência da agressão e também o furto de sua bolsa.

- Farei isso sim. E o meu carro ficou lá também. Vou pedir pro meu irmão pegá-lo.

- Faça isso. Vou entregar a arma à polícia para descobrirem quem é o bandido que te atacou. Não se preocupe ele será pego.

- Ficarei aliviada quando isso acontecer. Estou morrendo de medo. Deborah disse com aquele medo no olhar de novo.

- Procure não sair sozinha. Preciso ir. Tenho que trabalhar. Deixarei meu telefone com você. Caso precise de alguma coisa não hesite em me ligar. Ok?

- Tá bom, mas não quero te incomodar, você já fez demais por mim.

- Shhhh.... Se precisar, me ligue, tá. Erica deu um beijo no rosto de Deborah e saiu do quarto.

Erica queria passar o dia ao lado dela, mas não podia, tinha seu trabalho. Outra delegacia assumiria este caso. Foi até lá e contou o ocorrido e deixou a arma com o perito. Iria botar nas grades esse bandido.

----------------------------------

Deborah estava tão feliz por Erica ter ido vê-la. Iluminou seu dia. Erica estava linda, com um jeans justo que evidenciava suas curvas, uma blusa de lã verde e um casaco de couro comprido. Linda. Acho que encontrei a mulher dos meus sonhos. Acho não, tenho certeza. Humm... será que ela gosta de mulheres? Caraca, acho que me apaixonei. Deborah pensava. Teve vontade de beijá-la. Adorou quando ela a abraçou e a beijou, quase virou o rosto para o beijo acertar na boca. Sorriu.

Seu irmão veio visitá-la, estava todo preocupado. Narrou a ele o que aconteceu. Disse que ela devia tomar mais cuidado. Ficaram um tempo conversando e ele voltaria amanhã para levá-la para casa.

No dia seguinte, Afonso viera buscá-la como combinado. Erica não apareceu, ficou muito triste. Queria vê-la de novo. Sentia necessidade de vê-la, de estar perto dela. Foram direto para a delegacia e Deborah fez o boletim de ocorrência da agressão e do furto da sua bolsa. Depois foi para casa. Estava cansada e muito, mas muito dolorida ainda.

Passaram-se mais três dias, Deborah já estava bem melhor, somente seu rosto estava arroxeado, estava horrível. Nem saía de casa. Estava sentido uma saudade imensa de Erica. Lembrou-se de que não dera o seu telefone para ela, mas tinha o dela. Resolveu ligar, queria ouvir sua voz de novo. Queria vê-la novamente. Ligou.

- Alô. Disse uma voz.

- Erica?

- Sim, sou eu. Quem fala?

- Sou eu, a Deby. Sua voz tremia de emoção.

- Oi, menina, tava com saudades de você. E como você está?

- Bem melhor. Lembrei que você não tem meu telefone e que talvez quisesse saber como estou.

- Sem dúvida. Estava mesmo querendo saber de você.

- Estou quase sem dor, mas estou horrível, cheia de hematomas.

- É... mas some logo. Daqui uma semana nem vai aparecer mais.

- É.... é.... Deborah gaguejou nervosa.

- Fale.

- Eu... Eu gostaria de te ver de novo. Pronto falou, e nem sabe o que Erica vai pensar disso.

- Com certeza, também quero te ver.

- Hoje é sexta-feira e gostaria de saber se poderíamos sair amanhã para conversarmos mais, isso se você estiver a fim da companhia de alguém maquiado para a festa das bruxas. Deborah falou rindo.

- Hummm... está me convidando para um encontro, senhorita bruxinha. Erica disse rindo.

- É. Você aceita? Deborah perguntou com medo de que ela não aceitasse.

- Mas é claro. Meu ponto fraco é sair com bruxinhas, ainda mais maquiadas. Erica falou e riu.

- Boba! Que tal um jantar?

- Oba! Aceito.

- Amanhã às oito horas da noite no restaurante Don Pierre, é uma cantina italiana. Pode ser? Sabe onde é? Deborah perguntou.

- Sei sim. Combinado.

- Até amanhã e beijos.

- Até e beijos também.

Deborah desligou o telefone e seu coração pulava de alegria. Iria vê-la de novo. Estava tão ansiosa que o dia se arrastou. Mas estava muito feliz.

----------------------------------

Em algum lugar.

- Você falhou! A mulher ainda está viva. Falava a pessoa que encomendou sua morte, com muita raiva.

- Tive problemas. Apareceu um homem imenso e me impediu de matá a dona. Disse o assassino e jamais diria que apanhou de uma mulher, nunca admitiria isso.

- Pois trate de não falhar da próxima vez. Preciso dela morta. Ordenou a pessoa interessada.

- Não vou errar na próxima.

Nenhum comentário: