Deborah está em sua sala analisando alguns relatórios. Tira seus olhos dos papéis e pensa em seu sobrinho. Eduardo evolvido com drogas? Não pode ser, ele garantira-lhe que estava longe disso. Mas por outro lado, Erica era experiente em perceber isso. É, teria que ter outra conversa com o rapaz, só que desta vez bem mais séria. Se ele realmente estivesse nesse lance, teria que convencê-lo a sair dessa e ir para uma clínica de desintoxicação. Não aceitava que seu sobrinho estivesse metido com isso.
Voltou a olhar os papéis, teria logo mais, um almoço de negócios. Suspirou. Lembrou-se de seu pai. Do seu querido pai e amigo. Ele sempre dissera que a queria à frente dos negócios daqui a alguns anos, mas não era o que ambicionava. Não era o seu objetivo. Sabia que Afonso, como mais velho, tinha anseios de comandar o grupo, o que achava perfeitamente natural. Só não esperava que fosse acontecer tão rápido.
Deborah estava no restaurante para o tal almoço. Erica sempre arranjava-lhe uma mesa que fosse “segura”. Concluído o almoço, a pessoa com quem fizera negócios se despediu e foi embora e Deborah ficou aguardando o “ok” de Erica. Tudo certo saíram do restaurante, estava para entrar no carro quando acontece tudo muito rápido. O assassino disfarçado de mendigo, saca uma arma e dispara na direção de Deborah. Tudo rápido. Deborah achou que fosse morrer nesse momento, só que Erica foi mais rápida e se colocou na frente. Foram três disparos. Todos acertaram Erica nas costas. O assassino saiu correndo e os dois agentes saem atrás dele, dão um tiro que acerta sua perna. O assassino ainda assim tenta fugir, mas os dois agentes o alcançam e o imobilizam. A polícia é chamada. Erica ainda continua abraçada a Deborah e a olha nos olhos.
- Você está bem, meu anjo? Erica perguntou.
- Eu estou, quero saber de você. Deborah falou já chorando.
- Calma, estou bem. Os tiros acertaram minhas costas, mas só senti o impacto. Estou de colete.
- Ainda bem. Déborah falou ainda chorando. Estava extremamente assustada com o que aconteceu. Quase morreu. Erica, seu amor, quase morreu. Chorava sem parar.
Erica ainda estava abraçada à Deborah quando a polícia chegou, prenderam o assassino de aluguel e o levaram à delegacia. Entraram no carro e foram também à delegacia para fazer o boletim de ocorrência. Deborah estava péssima, se sentindo com o coração em frangalhos. Estava com muito medo. Apavorada.
Retornaram à mansão e Erica acompanhou Deborah até seu quarto. Deborah não parava de chorar. Retirou as roupas de Deborah e as suas e se deitaram. Abraçou Deborah com todo carinho e afagou seus cabelos até sentir, muito tempo depois, que Deby adormeceu.
Erica estava com a cabeça à mil. Já tinha visto aquele mendigo rondando por ali de outras vezes que estiveram naquele restaurante. A não ser... é claro! O assassino percebeu no mendigo uma possibilidade de se aproximar, se disfarçou como ele e tirou o verdadeiro mendigo do caminho. O bandido era expert em disfarces, só podia ter sido isso. Ainda bem que agira rapidamente, nem pensou, apenas ficou de frente para Deborah e a abraçou segurando seus braços para trás. Se demorasse um segundo para agir sua Deborah estaria morta agora. Este pensamento causou-lhe uma dor imensa no peito. Jamais se perdoaria se tivesse acontecido algo a ela. Jamais. Esse era o risco de se envolver com os protegidos.
Suas costas doíam pelo impacto das balas, era como se tivesse levado três socos em seqüência. Mas isso passaria. O importante era que o bandido tinha sido capturado. Agora o passo seguinte seria interrogá-lo, e isso já poderia estar acontecendo. Mais tarde ligaria para Roberto para saber os detalhes. Não conseguia relaxar. Deby estava adormecida em seus braços, dormindo serenamente. Ela tomara um calmante. Por duas vezes Deby conseguira escapar da morte. Agora esperava que esse pesadelo acabasse. Mas sabia que isso só terminaria quando pegassem o mandante dos crimes. Quem seria?
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
domingo, 11 de novembro de 2007
22 - Novas suspeitas
Erica acorda de manhã com Deborah abraçadinha. Adora esta sensação de estar coladinha com ela. Olha a hora, sete horas. Hora de levantar. Dá um suspiro e chama Deby, que acorda dengosa.
- Vamos, meu anjo, acorde.
- Não quero. Quero dormir. Deborah diz toda dengosa.
- Ei... Acorde já. Você tem compromissos.
- Poxa, queria ficar aqui, diz olhando para Erica, que ri e se levanta. Estava nua, aliás dormir com roupas pra que? Deborah “come” Erica com os olhos. Seu corpo responde com intensidade ao que está vendo. Levanta-se também e diz:
- Vamos tomar banho juntas?
- Humm... Só banho?
- Talvez. E dá um sorrisinho sacana e vão em direção ao banheiro de mãos dadas. Entram no box, ligam o chuveiro e se agarram com vontade. Suas mãos percorrem avidamente o corpo de ambas. Trocam beijos intensos. Erica vira Deborah de costas para si e a abraça, percorre sua mão pela barriga de Deby, pelos seus seios, massageando-os, arrancando gemidos incontroláveis dela. Beija, mordisca sua nuca, seu pescoço, seus ombros. Tem loucura por esta mulher. Deborah sente o sexo molhado de Erica pressionando suas nádegas, vai a loucura com isso. Seu corpo estremece de prazer a cada movimento. Erica desce sua mão ao sexo de Deby, acaricia-o, ele está totalmente molhado, passa um dedo em seu clitóris e faz pequenos movimentos circulares, levando Deby a emitir gemidos intensos. Desce seus dedos para a cavidade molhada de sua amada e a penetra, enlouquecendo-a. Deby movimenta seus quadris, ora sente o sexo de Erica em suas nádegas, ora sente os dedos dela penetrando-lhe profundamente, movimenta-se cada vez mais rápido até não agüentar mais e ambas explodem num gozo maravilhoso, espasmos de prazer percorrem o corpo das duas mulheres. Ficam abraçadas esperando seus corpos se acalmarem e então tomam seu banho.
Erica retornou ao seu quarto para colocar outras roupas e ligou para seu amigo Roberto, que atende ao telefone.
- Roberto, sou eu, Erica. Tudo bom?
- Oi Erica. Tudo corrido, você quer dizer.
- Humm.. já saiu a perícia do carro?
- Ainda não, mas assim que sair te comunico.
- Certo. Estou precisando de um favor seu.
- Humm... O que é?
- Quero o telefone daquele seu amigo que é detetive particular.
- O Almeida?
- Esse mesmo.
- Nossa e posso saber por que você precisa dele?
- Deixa de ser curioso, homem. Mas pode sim. É que o sobrinho de Deborah está envolvido com lance de drogas e eu quero saber até que ponto ele enfiou o pé na jaca.
- Nossa, e por que toda essa preocupação?
- Não acredito que ele tenha cometido o assassinato do avô e nem as duas tentativas. Precisaria de muita grana pra isso. Mas ele odeia o pai. Não posso eliminá-lo assim, sem saber. Depois daquele caso da moça rica que junto com o namorado matou os pais dormindo, eu não me assusto com mais nada.
- É, concordo contigo. Não prefere que eu coloque um policial?
- Não, não quero. Porque dependendo do resultado da investigação comunicarei à tia do garoto.
- Entendi. Então anota aí....
De posse do número do telefone, Erica entra em contato com o detetive, explica-lhe o caso e o serviço é contratado. Erica retorna à sala. Espera o comando de Deborah e sai para mais um dia de trabalho.
- Vamos, meu anjo, acorde.
- Não quero. Quero dormir. Deborah diz toda dengosa.
- Ei... Acorde já. Você tem compromissos.
- Poxa, queria ficar aqui, diz olhando para Erica, que ri e se levanta. Estava nua, aliás dormir com roupas pra que? Deborah “come” Erica com os olhos. Seu corpo responde com intensidade ao que está vendo. Levanta-se também e diz:
- Vamos tomar banho juntas?
- Humm... Só banho?
- Talvez. E dá um sorrisinho sacana e vão em direção ao banheiro de mãos dadas. Entram no box, ligam o chuveiro e se agarram com vontade. Suas mãos percorrem avidamente o corpo de ambas. Trocam beijos intensos. Erica vira Deborah de costas para si e a abraça, percorre sua mão pela barriga de Deby, pelos seus seios, massageando-os, arrancando gemidos incontroláveis dela. Beija, mordisca sua nuca, seu pescoço, seus ombros. Tem loucura por esta mulher. Deborah sente o sexo molhado de Erica pressionando suas nádegas, vai a loucura com isso. Seu corpo estremece de prazer a cada movimento. Erica desce sua mão ao sexo de Deby, acaricia-o, ele está totalmente molhado, passa um dedo em seu clitóris e faz pequenos movimentos circulares, levando Deby a emitir gemidos intensos. Desce seus dedos para a cavidade molhada de sua amada e a penetra, enlouquecendo-a. Deby movimenta seus quadris, ora sente o sexo de Erica em suas nádegas, ora sente os dedos dela penetrando-lhe profundamente, movimenta-se cada vez mais rápido até não agüentar mais e ambas explodem num gozo maravilhoso, espasmos de prazer percorrem o corpo das duas mulheres. Ficam abraçadas esperando seus corpos se acalmarem e então tomam seu banho.
Erica retornou ao seu quarto para colocar outras roupas e ligou para seu amigo Roberto, que atende ao telefone.
- Roberto, sou eu, Erica. Tudo bom?
- Oi Erica. Tudo corrido, você quer dizer.
- Humm.. já saiu a perícia do carro?
- Ainda não, mas assim que sair te comunico.
- Certo. Estou precisando de um favor seu.
- Humm... O que é?
- Quero o telefone daquele seu amigo que é detetive particular.
- O Almeida?
- Esse mesmo.
- Nossa e posso saber por que você precisa dele?
- Deixa de ser curioso, homem. Mas pode sim. É que o sobrinho de Deborah está envolvido com lance de drogas e eu quero saber até que ponto ele enfiou o pé na jaca.
- Nossa, e por que toda essa preocupação?
- Não acredito que ele tenha cometido o assassinato do avô e nem as duas tentativas. Precisaria de muita grana pra isso. Mas ele odeia o pai. Não posso eliminá-lo assim, sem saber. Depois daquele caso da moça rica que junto com o namorado matou os pais dormindo, eu não me assusto com mais nada.
- É, concordo contigo. Não prefere que eu coloque um policial?
- Não, não quero. Porque dependendo do resultado da investigação comunicarei à tia do garoto.
- Entendi. Então anota aí....
De posse do número do telefone, Erica entra em contato com o detetive, explica-lhe o caso e o serviço é contratado. Erica retorna à sala. Espera o comando de Deborah e sai para mais um dia de trabalho.
sábado, 10 de novembro de 2007
21 - Destempero de Eduardo
Em algum lugar.
- Você é um incompetente. Tô pagando uma grana alta e você não consegue fazer nada. Falava com voz irada.
- Tô sempre atrás, analisando. Assim que surgir a oportunidade, o serviço será feito. Nunca deixei nenhum cliente insatisfeito. Tem a minha garantia. Falou o assassino de aluguel.
- É bom mesmo. Isto já está demorando demais.
---------------------------------------------------------------------------
Mais uma semana se passou sem novas pistas para a investigação. A perícia do carro de Afonso não foi concluída e Erica estava agoniada com este caso. Em cinco anos atuando como investigadora, este se tornou o mais misterioso. E o que mais a irritava era estar fora dele. Oficialmente. O que lhe acalentava o espírito era estar protegendo Deby. Ficaria muito mal se alguma coisa ruim acontecesse com ela. Ela era o seu tesouro, transformou-se em sua alegria de viver. Dormiam juntas todas as noites, se bem que não era só dormir que ficavam fazendo. Deu um sorriso ao lembrar de como sua Deby era fogosa. Ficava excitada só em se lembrar delas se amando. É... fora flechada certeira. Amava Deby.
Estava ao lado da porta do escritório de Deborah. Era quase fim de expediente e lembrou-se de que na hora do almoço, ao entrar no restaurante, notou alguém seguindo elas. Talvez fosse apenas impressão, mas seu feeling alertava-lhe para perigo iminente. Na saída notou que a pessoa estava do outro lado da rua. Quem queria matar Deby, não desistira. E sabia ser apenas uma questão de tempo até tentar de novo. Alertou seus companheiros. Tinham que estar totalmente preparados caso houvesse nova tentativa. Lembrou-se de que Afonso acabou aceitando a idéia de proteção. Agora andava com guarda-costas também. Erica esperava que não acontecesse nenhuma nova tentativa, senão Deborah desabaria. Ela estava tão frágil com os últimos acontecimentos. E isto é totalmente compreensível. Quem não ficaria?
Deborah saiu de sua sala para ir embora. Estava com a aparência cansada. Já no carro, se aconchegou em Erica, passou a fazer isso sempre. Mas em momento algum Erica saía de sua concentração, observava tudo e todos.
Chegaram na mansão em segurança, Erica foi dispensada e foi para o seu quarto. Se alimentou, vestiu um top e o seu kimono e foi para a academia se exercitar. Seu corpo pedia pelo esforço físico. Ficou quase duas horas se exercitando, até que sentiu-se extenuada. Quando estava retornando, ouviu berros que vinham provavelmente da sala de estar. Foi rapidamente até lá.
Eduardo estava totalmente transtornado, jogava as coisas, gritava, estava alucinado. Erica sacou na hora que o rapaz estava sob efeito de drogas. Afonso, Margareth e Deborah tentavam contê-lo, mas ele respondia a todos com violência. Dizia a todos para se danarem e que queria que o pai dele tivesse morrido, que não ia fazer falta alguma. Todo mundo chorando. Até que num rompante, ele sobe as escadas e vai em direção ao quarto dele.
Deborah vê Erica e vai até ela. Saem dali e vão para o quarto de Erica. Deborah desaba em prantos e Erica a consola.
- O que foi aquilo, meu anjo? Erica pergunta.
- Eu... Eu nunca vi o Eduardo agir assim. Nunca. Deborah diz chorando.
- Mas o que aconteceu?
- Afonso repreendeu ele e ele reagiu daquela forma. Daí começou a jogar as coisas no chão, na parede, a berrar feito um louco.
- Olha Deby, pelo pouco que eu percebi, Eduardo estava sob efeito de drogas.
- O quê? Não! Eu perguntei pra ele e ele disse que tava fora disso.
- Deby, eu tenho experiência em ver pessoas drogadas e acredite, ele estava.
Deby chora mais ainda. Não acreditava que seu sobrinho estivesse nessa, mas ele dissera-lhe que não estava nessa furada. Por que mentiu?
- Meu anjo, preciso tomar um banho, depois vamos para o seu quarto. Deborah olha para ela com aqueles olhos azuis refletindo toda a tristeza que está sentindo. – Você precisa descansar.
- Tá, eu vou para o meu quarto, te espero lá.
- Daqui a pouco eu estou lá também.
Se beijam e Deborah segue em direção ao quarto. Estava com o coração despedaçado ao ver seu sobrinho agir daquela forma. Só queria o aconchego de Erica esta noite. Só isso.
- Você é um incompetente. Tô pagando uma grana alta e você não consegue fazer nada. Falava com voz irada.
- Tô sempre atrás, analisando. Assim que surgir a oportunidade, o serviço será feito. Nunca deixei nenhum cliente insatisfeito. Tem a minha garantia. Falou o assassino de aluguel.
- É bom mesmo. Isto já está demorando demais.
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Mais uma semana se passou sem novas pistas para a investigação. A perícia do carro de Afonso não foi concluída e Erica estava agoniada com este caso. Em cinco anos atuando como investigadora, este se tornou o mais misterioso. E o que mais a irritava era estar fora dele. Oficialmente. O que lhe acalentava o espírito era estar protegendo Deby. Ficaria muito mal se alguma coisa ruim acontecesse com ela. Ela era o seu tesouro, transformou-se em sua alegria de viver. Dormiam juntas todas as noites, se bem que não era só dormir que ficavam fazendo. Deu um sorriso ao lembrar de como sua Deby era fogosa. Ficava excitada só em se lembrar delas se amando. É... fora flechada certeira. Amava Deby.
Estava ao lado da porta do escritório de Deborah. Era quase fim de expediente e lembrou-se de que na hora do almoço, ao entrar no restaurante, notou alguém seguindo elas. Talvez fosse apenas impressão, mas seu feeling alertava-lhe para perigo iminente. Na saída notou que a pessoa estava do outro lado da rua. Quem queria matar Deby, não desistira. E sabia ser apenas uma questão de tempo até tentar de novo. Alertou seus companheiros. Tinham que estar totalmente preparados caso houvesse nova tentativa. Lembrou-se de que Afonso acabou aceitando a idéia de proteção. Agora andava com guarda-costas também. Erica esperava que não acontecesse nenhuma nova tentativa, senão Deborah desabaria. Ela estava tão frágil com os últimos acontecimentos. E isto é totalmente compreensível. Quem não ficaria?
Deborah saiu de sua sala para ir embora. Estava com a aparência cansada. Já no carro, se aconchegou em Erica, passou a fazer isso sempre. Mas em momento algum Erica saía de sua concentração, observava tudo e todos.
Chegaram na mansão em segurança, Erica foi dispensada e foi para o seu quarto. Se alimentou, vestiu um top e o seu kimono e foi para a academia se exercitar. Seu corpo pedia pelo esforço físico. Ficou quase duas horas se exercitando, até que sentiu-se extenuada. Quando estava retornando, ouviu berros que vinham provavelmente da sala de estar. Foi rapidamente até lá.
Eduardo estava totalmente transtornado, jogava as coisas, gritava, estava alucinado. Erica sacou na hora que o rapaz estava sob efeito de drogas. Afonso, Margareth e Deborah tentavam contê-lo, mas ele respondia a todos com violência. Dizia a todos para se danarem e que queria que o pai dele tivesse morrido, que não ia fazer falta alguma. Todo mundo chorando. Até que num rompante, ele sobe as escadas e vai em direção ao quarto dele.
Deborah vê Erica e vai até ela. Saem dali e vão para o quarto de Erica. Deborah desaba em prantos e Erica a consola.
- O que foi aquilo, meu anjo? Erica pergunta.
- Eu... Eu nunca vi o Eduardo agir assim. Nunca. Deborah diz chorando.
- Mas o que aconteceu?
- Afonso repreendeu ele e ele reagiu daquela forma. Daí começou a jogar as coisas no chão, na parede, a berrar feito um louco.
- Olha Deby, pelo pouco que eu percebi, Eduardo estava sob efeito de drogas.
- O quê? Não! Eu perguntei pra ele e ele disse que tava fora disso.
- Deby, eu tenho experiência em ver pessoas drogadas e acredite, ele estava.
Deby chora mais ainda. Não acreditava que seu sobrinho estivesse nessa, mas ele dissera-lhe que não estava nessa furada. Por que mentiu?
- Meu anjo, preciso tomar um banho, depois vamos para o seu quarto. Deborah olha para ela com aqueles olhos azuis refletindo toda a tristeza que está sentindo. – Você precisa descansar.
- Tá, eu vou para o meu quarto, te espero lá.
- Daqui a pouco eu estou lá também.
Se beijam e Deborah segue em direção ao quarto. Estava com o coração despedaçado ao ver seu sobrinho agir daquela forma. Só queria o aconchego de Erica esta noite. Só isso.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
20 - Desejo
Erica acordou com uma sensação deliciosa. Deby sugava-lhe o bico de seu seio. Seu corpo reagiu imediatamente ao carinho. Sentiu que estava molhada. Levou a mão até o rosto de Deby e a trouxe para cima. Olhou aquelas safiras que tanto amava. Capturou sua boca num beijo exigente, quente. Sua língua explorava com volúpia a boca de sua mulher, suas mãos percorriam suas costas. Deby emitia pequenos gemidos. As pequenas peças de roupas foram parar no chão. Deby está em cima de Erica e esta abraça-a com sua pernas, estimulando o contado de seus sexos molhados de tesão. Encaixadinhas, olhando-se nos olhos, começam a esfregar seus clitóris durinhos de tanto prazer. Ficam nessa dança deliciosa até chegarem ao clímax, seus corpos explodindo num gozo intenso. Deby dá um beijo em Erica. Beija seu pescoço, seu rosto. Erica diz sorrindo:
- Tenho fome.
- Você tá com fome, é? Deby fala se esfregando em Erica.
- Anjo, é sério, eu não almocei.
- Quê?
- É, com toda essa correria eu to até agora só com o café da manhã e agora são... Olha o relógio. – Oito horas da noite. Se você quiser um novo round eu tenho que me alimentar. Quer correr o risco? Pergunta rindo.
- Nunquinha. Vamos comer já.
Levantam, Erica veste novamente suas roupas e Deby veste um conjunto de agasalho na cor verde água. Descem as escadas em direção à cozinha, que não tem ninguém naquele momento. Pegam na geladeira, pão, queijo, presunto, geléia, leite e fazem um lanche. Erica está faminta. Deborah come um sanduíche e observa feliz da vida a mulher que está ao seu lado. Tivera muita sorte em encontrá-la. Satisfeita, Erica pergunta à Deby:
- Eu preciso de uma coisa.
- O que você quiser. Deby diz sorrindo maliciosamente.
- Boba. Eu preciso de um espaço livre, um local de 10 ou 12 metros quadrados para poder treinar meu karatê. Você tem por aqui?
- Na academia de ginástica tem este espaço.
- Academia? Nossa tem de tudo aqui. Erica diz rindo.
- Sim... o que você quiser. Diz rindo também. – Vem, vou te levar até lá.
Pega na mão de Erica e vão em direção a tal academia de ginástica. Chegando lá Erica solta um assovio de espanto. É toda equipada com vários aparelhos de ginástica, esteira, bicicleta ergométrica. Vê o espaço que queria e próximo a um canto tem um saco de areia. Achou seu segundo paraíso. Sim, segundo porque o primeiro era onde estava a sua Deby. Sorriu de felicidade.
- Então gostou? Deby pergunta.
- A-d-o-r-e-i. Fantástica. Responde rindo igual a uma criança. Puxa Deby ao seu encontro e dá-lhe um beijo cheio de desejo. Sente o seu corpo esquentar. Quer esta mulher, agora!
- Quero você. Agora! Sussura no ouvido de Deby.
- Aqui? E se alguém aparecer.
- Não vai aparecer ninguém... ninguém...
Suas mãos percorrem o corpo de Deby, enfia sua mão por baixo do blusão e acaricia os seios, arrancando gemidos dela. Sua boca percorre o pescoço, o rosto, captura sua boca num beijo molhado, quente, com sua língua percorre o contorno dos lábios de Deby, deixando-a maluca. Sua mão desce em direção ao sexo, entra por dentro da calça e passa um dedo com carinho por ele, totalmente molhado. Solta um gemido de satisfação. Torna a beijar a sua amada, que se agarra a ela com força. Seus dedos acariciam o ponto de prazer de Deby, que se alucina gemendo sem parar, e diz ofegante:
- Não me torture... meu amor....
- Você gosta assim? E continua acariciando seu clitóris.
- Sim... gosto....
Erica olha com carinho para a mulher em seus braços e suavemente penetra dois dedos, movimentando-os no início suavemente e intensificando à medida que Deby vai gemendo cada vez mais. Sente seu corpo dar espasmos de prazer e a agarra firmemente impedindo-a de ir ao chão.
Erica segurando firmemente Deby em seus braços, dá um sorriso sacana e diz:
- Humm... Acho que a academia tá aprovada.
- Que bom que você aprova ela.
Dão mais um beijo apaixonado. Seus corpos ainda querem mais, muito mais.
- Vamos voltar pro quarto. Deby fala beijando o pescoço de Erica.
- Uh-hum... Vamos sim, meu anjo.
Ao chegar no quarto suas roupas vão ficando pelo caminho. Resolvem tomar um banho e novamente se amam sem pressa, sentindo cada sensação que uma provoca na outra. Saem do banheiro e vão em direção à cama, não se desgrudam e se amam até o cansaço vencer seus corpos sedentos de tanto prazer. Dormem agarradinhas.
- Tenho fome.
- Você tá com fome, é? Deby fala se esfregando em Erica.
- Anjo, é sério, eu não almocei.
- Quê?
- É, com toda essa correria eu to até agora só com o café da manhã e agora são... Olha o relógio. – Oito horas da noite. Se você quiser um novo round eu tenho que me alimentar. Quer correr o risco? Pergunta rindo.
- Nunquinha. Vamos comer já.
Levantam, Erica veste novamente suas roupas e Deby veste um conjunto de agasalho na cor verde água. Descem as escadas em direção à cozinha, que não tem ninguém naquele momento. Pegam na geladeira, pão, queijo, presunto, geléia, leite e fazem um lanche. Erica está faminta. Deborah come um sanduíche e observa feliz da vida a mulher que está ao seu lado. Tivera muita sorte em encontrá-la. Satisfeita, Erica pergunta à Deby:
- Eu preciso de uma coisa.
- O que você quiser. Deby diz sorrindo maliciosamente.
- Boba. Eu preciso de um espaço livre, um local de 10 ou 12 metros quadrados para poder treinar meu karatê. Você tem por aqui?
- Na academia de ginástica tem este espaço.
- Academia? Nossa tem de tudo aqui. Erica diz rindo.
- Sim... o que você quiser. Diz rindo também. – Vem, vou te levar até lá.
Pega na mão de Erica e vão em direção a tal academia de ginástica. Chegando lá Erica solta um assovio de espanto. É toda equipada com vários aparelhos de ginástica, esteira, bicicleta ergométrica. Vê o espaço que queria e próximo a um canto tem um saco de areia. Achou seu segundo paraíso. Sim, segundo porque o primeiro era onde estava a sua Deby. Sorriu de felicidade.
- Então gostou? Deby pergunta.
- A-d-o-r-e-i. Fantástica. Responde rindo igual a uma criança. Puxa Deby ao seu encontro e dá-lhe um beijo cheio de desejo. Sente o seu corpo esquentar. Quer esta mulher, agora!
- Quero você. Agora! Sussura no ouvido de Deby.
- Aqui? E se alguém aparecer.
- Não vai aparecer ninguém... ninguém...
Suas mãos percorrem o corpo de Deby, enfia sua mão por baixo do blusão e acaricia os seios, arrancando gemidos dela. Sua boca percorre o pescoço, o rosto, captura sua boca num beijo molhado, quente, com sua língua percorre o contorno dos lábios de Deby, deixando-a maluca. Sua mão desce em direção ao sexo, entra por dentro da calça e passa um dedo com carinho por ele, totalmente molhado. Solta um gemido de satisfação. Torna a beijar a sua amada, que se agarra a ela com força. Seus dedos acariciam o ponto de prazer de Deby, que se alucina gemendo sem parar, e diz ofegante:
- Não me torture... meu amor....
- Você gosta assim? E continua acariciando seu clitóris.
- Sim... gosto....
Erica olha com carinho para a mulher em seus braços e suavemente penetra dois dedos, movimentando-os no início suavemente e intensificando à medida que Deby vai gemendo cada vez mais. Sente seu corpo dar espasmos de prazer e a agarra firmemente impedindo-a de ir ao chão.
Erica segurando firmemente Deby em seus braços, dá um sorriso sacana e diz:
- Humm... Acho que a academia tá aprovada.
- Que bom que você aprova ela.
Dão mais um beijo apaixonado. Seus corpos ainda querem mais, muito mais.
- Vamos voltar pro quarto. Deby fala beijando o pescoço de Erica.
- Uh-hum... Vamos sim, meu anjo.
Ao chegar no quarto suas roupas vão ficando pelo caminho. Resolvem tomar um banho e novamente se amam sem pressa, sentindo cada sensação que uma provoca na outra. Saem do banheiro e vão em direção à cama, não se desgrudam e se amam até o cansaço vencer seus corpos sedentos de tanto prazer. Dormem agarradinhas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
19 - Aconchego
Deborah está em seu quarto e anda de um lado para o outro. Está nervosa, agitada, nem consegue descansar. Tentou deitar um pouco, mas não conseguiu ficar na cama. Queria respostas. Sua vida dera uma reviravolta. Lembrou-se de seu pai, começou a chorar, sentia tanta falta dele. Mais que um pai, era um conselheiro. Sentou na cama e caiu num choro desesperado. Precisava do seu porto seguro.
Acionou o dispositivo que tinha no pulso, como uma pulseira. Em um minuto Erica já estava ao seu lado. Sentou ao seu lado, colocou-a no colo e a abraçou, como se abraça uma criança. Deborah sentiu algo duro junto ao corpo de Erica, mas não deu bola. Aconchego. Esta era a sensação que Deborah estava tendo com Erica abraçando-lhe tão ternamente. Estava precisando de colo. Todos viam-lhe como uma mulher forte, poderosa, que não precisava de nada, mas como as aparências enganam. Sentia-se tão frágil, tão indefesa. Erica aparecera em sua vida num momento crucial. De vida ou morte. Não só em relação à ocasião que quase perdera a vida, mas num momento em que precisava achar alguém confiável, que se importasse com ela independente de quem era. E Erica era essa pessoa. Era espontânea, atenciosa, sincera e preenchia um vazio em sua vida que ninguém antes conseguira preencher. Não estava interessada em seu dinheiro. E sabia ser amada por ela. Via isso em seus olhos castanhos, que transmitiam-lhe tanta paz, tanta proteção.
- Erica.
- O quê, meu anjo?
- Quero deitar-me com você.
- Uh-hum... tá bom.
Erica levantou e trouxe Deborah junto. Tirou o casaco de Deby, desabotoou a blusa com todo cuidado, retirou-a e desabotoou-lhe a saia, que caiu no chão. Deitou-a com todo carinho na cama e a cobriu com o edredom. Tirou seu próprio casaco, o coldre, foi então que Deborah percebeu que ela estava armada, por isso sentiu algo duro junto a ela. Retirou a blusa de lã, o colete a prova de balas, a camiseta, suas calças, o coldre de tornozelo. Tinha o hábito de andar sempre com duas armas. Ficou somente de calcinha e sutiã e deitou-se ao lado de sua Deby. Trouxe-a para si e a aconchegou em seus braços. Acariciava os cabelos de Deby e dava suaves beijos em seu rosto. Nada era dito. Ficaram assim, sentindo seus corpos, por muito tempo, até que Deby se acalmou e caiu num sono tranqüilo.
Enquanto Deby dormia tranquilamente, Erica estava imersa em seus pensamentos. O caso tomava um rumo inesperado. Estava temporariamente sem um possível suspeito. Voltara à estaca zero. Quem poderia se beneficiar com a morte dos três? Nenhum empregado se beneficiaria, a não ser que fosse uma vingança. Será que o motivo era vingança? Se fosse herança ainda restava a mulher do Afonso e seu filho, o tal Eduardo, não inspirava-lhe confiança, mas daí classificá-lo como suspeito era um grande passo. Poderia ter sido a esposa? Vira Margareth duas vezes, mas pelo que pode avaliar era fútil. Em uma das ocasiões a vira discutindo com Afonso porque queria um carro novo e pelo que entendi não fazia nem um ano que estava com o atual. Mas será que teria coragem de eliminar a família do marido? Bom, por dinheiro tem gente que venderia a alma ao diabo. Concluiu. Fechou os olhos e logo depois dormiu.
Acionou o dispositivo que tinha no pulso, como uma pulseira. Em um minuto Erica já estava ao seu lado. Sentou ao seu lado, colocou-a no colo e a abraçou, como se abraça uma criança. Deborah sentiu algo duro junto ao corpo de Erica, mas não deu bola. Aconchego. Esta era a sensação que Deborah estava tendo com Erica abraçando-lhe tão ternamente. Estava precisando de colo. Todos viam-lhe como uma mulher forte, poderosa, que não precisava de nada, mas como as aparências enganam. Sentia-se tão frágil, tão indefesa. Erica aparecera em sua vida num momento crucial. De vida ou morte. Não só em relação à ocasião que quase perdera a vida, mas num momento em que precisava achar alguém confiável, que se importasse com ela independente de quem era. E Erica era essa pessoa. Era espontânea, atenciosa, sincera e preenchia um vazio em sua vida que ninguém antes conseguira preencher. Não estava interessada em seu dinheiro. E sabia ser amada por ela. Via isso em seus olhos castanhos, que transmitiam-lhe tanta paz, tanta proteção.
- Erica.
- O quê, meu anjo?
- Quero deitar-me com você.
- Uh-hum... tá bom.
Erica levantou e trouxe Deborah junto. Tirou o casaco de Deby, desabotoou a blusa com todo cuidado, retirou-a e desabotoou-lhe a saia, que caiu no chão. Deitou-a com todo carinho na cama e a cobriu com o edredom. Tirou seu próprio casaco, o coldre, foi então que Deborah percebeu que ela estava armada, por isso sentiu algo duro junto a ela. Retirou a blusa de lã, o colete a prova de balas, a camiseta, suas calças, o coldre de tornozelo. Tinha o hábito de andar sempre com duas armas. Ficou somente de calcinha e sutiã e deitou-se ao lado de sua Deby. Trouxe-a para si e a aconchegou em seus braços. Acariciava os cabelos de Deby e dava suaves beijos em seu rosto. Nada era dito. Ficaram assim, sentindo seus corpos, por muito tempo, até que Deby se acalmou e caiu num sono tranqüilo.
Enquanto Deby dormia tranquilamente, Erica estava imersa em seus pensamentos. O caso tomava um rumo inesperado. Estava temporariamente sem um possível suspeito. Voltara à estaca zero. Quem poderia se beneficiar com a morte dos três? Nenhum empregado se beneficiaria, a não ser que fosse uma vingança. Será que o motivo era vingança? Se fosse herança ainda restava a mulher do Afonso e seu filho, o tal Eduardo, não inspirava-lhe confiança, mas daí classificá-lo como suspeito era um grande passo. Poderia ter sido a esposa? Vira Margareth duas vezes, mas pelo que pode avaliar era fútil. Em uma das ocasiões a vira discutindo com Afonso porque queria um carro novo e pelo que entendi não fazia nem um ano que estava com o atual. Mas será que teria coragem de eliminar a família do marido? Bom, por dinheiro tem gente que venderia a alma ao diabo. Concluiu. Fechou os olhos e logo depois dormiu.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
18 - Novos rumos na investigação
Estão no carro indo em direção à mansão, Deborah está em prantos e Erica delicadamente a abraça, trazendo-a para perto de si. Afaga seus cabelos tentando acalmá-la. Débora, aos poucos, consegue conter o pranto, mas continua abraçada à Erica e pensa em como ela se tornou seu porto seguro, sua proteção. Não pode mais viver sem ter esta bela mulher ao seu lado. Lembra do irmão, está aterrorizada com o acontecido. Quem queria matá-los? Por quê? Perguntava-se constantemente. Seria vingança contra a sua família? Mas quem poderia ser? Primeiro matam seu pai, depois tentam matá-la também e agora seu irmão. Por quê? Por quê? É a pergunta constante em sua mente.
Erica está com a cabeça a mil por hora, sua mente investigativa está ávida por detalhes do ocorrido. Precisava falar urgentemente com Roberto. A tentativa de homicídio ao irmão de Deborah mudava totalmente os rumos da investigação, pois antes era o possível suspeito. Agora tudo mudou. Tudo.
Chegam à mansão e Deborah vai direto falar com seu irmão, que está deitado em seu quarto. Afonso tinha tomado remédios para acalmar-se. Deborah, ao vê-lo, não consegue conter as lágrimas e enxuga-as com a mão. Quase perdeu seu irmão. Essa possibilidade quase a enlouquecia. Amava-o muito.
- Afonso?
- Deborah.
- Meu irmão, o que aconteceu?
- Foi horrível, achei que fosse morrer. Tiros. Vidro estilhaçando. Tive um pavor imenso. Dois tiros me acertaram de raspão, um no braço e outro no ombro. Afonso fala quase chorando.
- Como você está?
- Estou bem agora. Estou medicado e me deram calmante. Nunca tive tanto medo.
- Ainda bem que você está aqui agora. Deborah dá-lhe um sorriso terno.
- Sim, posso dizer que o pior já passou.
- Já foi à delegacia?
- Sim, fui. Contei o que aconteceu e retiveram o carro para fazer a tal perícia.
- Afonso, acho que a partir de agora você deveria andar com seguranças como eu faço.
- Nem pensar. Disse categórico
- Mas você está correndo perigo assim como eu. Tenta argumentar Deborah.
- Não me agrada a idéia.
- Nem a mim. Mas é necessário. Promete que vai pensar?
- Tá. Penso sim.
Deborah dá um beijo no rosto do irmão e se retira do quarto. Vai em direção ao seu quarto. Está se sentindo muito abalada.
Enquanto Deborah falava com seu irmão, Erica ligou para falar com Roberto.
- Roberto, sou eu Erica.
- Oi, minha linda... tô com saudades de ti.
- O caso deu uma reviravolta. Erica foi direto ao assunto.
- Como assim? Roberto perguntou espantado.
- Ainda não soube? Da tentativa de homicídio do Sr. Afonso, irmão de Deborah.
- O quê? Quando aconteceu isso?
- Acho que tem umas três ou quatro horas.
- Ainda não fui comunicado, mas devo receber este novo caso até amanhã. Mais um pra coleção. Riu da própria piada.
- Pois é, isso muda o rumo da investigação. Ele sai de provável suspeito.
- É verdade. Quem teria interesse na morte do pai e dos dois filhos?
- Boa pergunta. Erica sorriu. – É essa a resposta que eu quero.
- Meu deus, vou ter que re-estudar o caso todo.
- Mãos à obra. Acho que você deveria colher novos depoimentos da mulher do Afonso e de seu filho. Seriam beneficiários diretos com a morte dele.
- É, vou intimá-los para isso.
- Mantenha-me informada. Tchau.
- Certo, Madame. Tchau.
Erica está com a cabeça a mil por hora, sua mente investigativa está ávida por detalhes do ocorrido. Precisava falar urgentemente com Roberto. A tentativa de homicídio ao irmão de Deborah mudava totalmente os rumos da investigação, pois antes era o possível suspeito. Agora tudo mudou. Tudo.
Chegam à mansão e Deborah vai direto falar com seu irmão, que está deitado em seu quarto. Afonso tinha tomado remédios para acalmar-se. Deborah, ao vê-lo, não consegue conter as lágrimas e enxuga-as com a mão. Quase perdeu seu irmão. Essa possibilidade quase a enlouquecia. Amava-o muito.
- Afonso?
- Deborah.
- Meu irmão, o que aconteceu?
- Foi horrível, achei que fosse morrer. Tiros. Vidro estilhaçando. Tive um pavor imenso. Dois tiros me acertaram de raspão, um no braço e outro no ombro. Afonso fala quase chorando.
- Como você está?
- Estou bem agora. Estou medicado e me deram calmante. Nunca tive tanto medo.
- Ainda bem que você está aqui agora. Deborah dá-lhe um sorriso terno.
- Sim, posso dizer que o pior já passou.
- Já foi à delegacia?
- Sim, fui. Contei o que aconteceu e retiveram o carro para fazer a tal perícia.
- Afonso, acho que a partir de agora você deveria andar com seguranças como eu faço.
- Nem pensar. Disse categórico
- Mas você está correndo perigo assim como eu. Tenta argumentar Deborah.
- Não me agrada a idéia.
- Nem a mim. Mas é necessário. Promete que vai pensar?
- Tá. Penso sim.
Deborah dá um beijo no rosto do irmão e se retira do quarto. Vai em direção ao seu quarto. Está se sentindo muito abalada.
Enquanto Deborah falava com seu irmão, Erica ligou para falar com Roberto.
- Roberto, sou eu Erica.
- Oi, minha linda... tô com saudades de ti.
- O caso deu uma reviravolta. Erica foi direto ao assunto.
- Como assim? Roberto perguntou espantado.
- Ainda não soube? Da tentativa de homicídio do Sr. Afonso, irmão de Deborah.
- O quê? Quando aconteceu isso?
- Acho que tem umas três ou quatro horas.
- Ainda não fui comunicado, mas devo receber este novo caso até amanhã. Mais um pra coleção. Riu da própria piada.
- Pois é, isso muda o rumo da investigação. Ele sai de provável suspeito.
- É verdade. Quem teria interesse na morte do pai e dos dois filhos?
- Boa pergunta. Erica sorriu. – É essa a resposta que eu quero.
- Meu deus, vou ter que re-estudar o caso todo.
- Mãos à obra. Acho que você deveria colher novos depoimentos da mulher do Afonso e de seu filho. Seriam beneficiários diretos com a morte dele.
- É, vou intimá-los para isso.
- Mantenha-me informada. Tchau.
- Certo, Madame. Tchau.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
17 - Nova tentativa de homicídio
O dia amanhece frio, mas dentro da mansão está quentinho em virtude da calefação. E os corpos quentes e abraçados das duas mulheres repousam tranquilamente após uma noite intensa de amor, de exploração mútua.
Erica abre os olhos e vê a hora. Oito horas. Deby está atrasada para ir ao seu trabalho e os outros dois agentes devem estar estranhando que ainda não aparecera pra tomar o café da manhã. Deposita um cálido beijo na testa de Deby e a acorda.
- Deby... Deby... Acorda, meu anjo.
- Hããnn...
- Acorda, estamos atrasadas para você ir trabalhar.
- Estamos nada. Disse se aconchegando mais ainda ao corpo de Erica. – Posso chegar a hora que eu quiser.
- Você sim, mas eu não. Meus colegas devem estar estranhando eu ainda não ter aparecido. Disse e soltou um gemido, Deby percorre seu corpo com as mãos.
- Você dá uma desculpa depois, diz que eu te chamei... qualquer coisa... E beija novamente a boca de Erica que sente o corpo responder instantaneamente.
Recomeçam a dança sensual dos corpos, que ainda estão sedentos de amor. Naquele quartinho, a luz do sol que entra pela janela é a única testemunha do que ocorre ali.
Quase duas horas depois, Deborah foi ao seu quarto, tomou um banho, se vestiu e desceu para tomar o desjejum. Estava com um sorriso de orelha a orelha. Seus olhos brilhavam intensamente. Duas safiras brilhantes. Erica também tomou seu banho, tomou seu café e estava pronta, aguardando o comando de Deborah para saírem. Seus colegas nada perguntaram, ainda bem. Não que devesse satisfações. Pensou Erica.
Dentro do carro, no caminho do trabalho, Deborah pega discretamente a mão de Erica e olha apaixonadamente para ela. Erica lhe sorri. Em seguida volta a sua atenção ao redor. O telefone de Deborah toca e ela atende.
- Alô.
- Alô. Srta Deborah, desculpe te ligar, mas preciso avisar que hoje você tem aquele almoço com o representante da empresa Magnus.
- Obrigada, Ana Lúcia. Deixe os relatórios para eu dar uma analisada na minha mesa. Já estou chegando aí.
- Providenciarei.
- Ok. Tchau. E desliga. Aperta a mão de Erica que também segura mais forte. Descobriu que amava esta mulher, como nunca amou ninguém.
Comportaram-se como se nada tivesse acontecido. Erica ficou na porta da sala de Deborah, do lado de fora. Caso ela quisesse que entrasse, bastava acionar o dispositivo que avisaria Erica para ir até ela.
Durante todo o almoço Erica, que escolheu uma mesa mais protegida, esteve estrategicamente posicionada atrás de Deborah. E parecia um estátua, mas observava atentamente tudo e todos. Não perdia um único detalhe. Seus outros dois colegas ficaram na entrada do restaurante.
De vez em quando Erica olhava para Deborah e lembrava-se da intensidade com que se amaram. Sentia arrepios de prazer pelo corpo todo. E toda vez que fazia isso se repreendia, pois precisava estar totalmente atenta. Tentou resistir à investida de Deby, mas não conseguiu. Teria que administrar isso agora. E não seria nada fácil, pois ver a mulher desejada e amada andando a sua frente, rebolando e vendo sua nuca exposta era tarefa torturante.
Retornaram à empresa e receberam a notícia estarrecedora de que Afonso sofrera uma tentativa de homicídio. Estava no carro, parado no semáforo, quando parou uma moto e deu três tiros. Graças a Deus, nenhum tiro o acertara gravemente, mas dois tiros o acertara de raspão. Tivera muita sorte. O bandido acelerou a moto e sumiu. Afonso estava muito assustado e tremendo de medo, fora levado para o hospital, mas fora medicado e já estava em casa. Deborah assustada com o ocorrido, saiu da empresa e foi direto para casa ver o irmão.
Erica abre os olhos e vê a hora. Oito horas. Deby está atrasada para ir ao seu trabalho e os outros dois agentes devem estar estranhando que ainda não aparecera pra tomar o café da manhã. Deposita um cálido beijo na testa de Deby e a acorda.
- Deby... Deby... Acorda, meu anjo.
- Hããnn...
- Acorda, estamos atrasadas para você ir trabalhar.
- Estamos nada. Disse se aconchegando mais ainda ao corpo de Erica. – Posso chegar a hora que eu quiser.
- Você sim, mas eu não. Meus colegas devem estar estranhando eu ainda não ter aparecido. Disse e soltou um gemido, Deby percorre seu corpo com as mãos.
- Você dá uma desculpa depois, diz que eu te chamei... qualquer coisa... E beija novamente a boca de Erica que sente o corpo responder instantaneamente.
Recomeçam a dança sensual dos corpos, que ainda estão sedentos de amor. Naquele quartinho, a luz do sol que entra pela janela é a única testemunha do que ocorre ali.
Quase duas horas depois, Deborah foi ao seu quarto, tomou um banho, se vestiu e desceu para tomar o desjejum. Estava com um sorriso de orelha a orelha. Seus olhos brilhavam intensamente. Duas safiras brilhantes. Erica também tomou seu banho, tomou seu café e estava pronta, aguardando o comando de Deborah para saírem. Seus colegas nada perguntaram, ainda bem. Não que devesse satisfações. Pensou Erica.
Dentro do carro, no caminho do trabalho, Deborah pega discretamente a mão de Erica e olha apaixonadamente para ela. Erica lhe sorri. Em seguida volta a sua atenção ao redor. O telefone de Deborah toca e ela atende.
- Alô.
- Alô. Srta Deborah, desculpe te ligar, mas preciso avisar que hoje você tem aquele almoço com o representante da empresa Magnus.
- Obrigada, Ana Lúcia. Deixe os relatórios para eu dar uma analisada na minha mesa. Já estou chegando aí.
- Providenciarei.
- Ok. Tchau. E desliga. Aperta a mão de Erica que também segura mais forte. Descobriu que amava esta mulher, como nunca amou ninguém.
Comportaram-se como se nada tivesse acontecido. Erica ficou na porta da sala de Deborah, do lado de fora. Caso ela quisesse que entrasse, bastava acionar o dispositivo que avisaria Erica para ir até ela.
Durante todo o almoço Erica, que escolheu uma mesa mais protegida, esteve estrategicamente posicionada atrás de Deborah. E parecia um estátua, mas observava atentamente tudo e todos. Não perdia um único detalhe. Seus outros dois colegas ficaram na entrada do restaurante.
De vez em quando Erica olhava para Deborah e lembrava-se da intensidade com que se amaram. Sentia arrepios de prazer pelo corpo todo. E toda vez que fazia isso se repreendia, pois precisava estar totalmente atenta. Tentou resistir à investida de Deby, mas não conseguiu. Teria que administrar isso agora. E não seria nada fácil, pois ver a mulher desejada e amada andando a sua frente, rebolando e vendo sua nuca exposta era tarefa torturante.
Retornaram à empresa e receberam a notícia estarrecedora de que Afonso sofrera uma tentativa de homicídio. Estava no carro, parado no semáforo, quando parou uma moto e deu três tiros. Graças a Deus, nenhum tiro o acertara gravemente, mas dois tiros o acertara de raspão. Tivera muita sorte. O bandido acelerou a moto e sumiu. Afonso estava muito assustado e tremendo de medo, fora levado para o hospital, mas fora medicado e já estava em casa. Deborah assustada com o ocorrido, saiu da empresa e foi direto para casa ver o irmão.
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